(Pintura de Jacques-Louis David. Farewell of Telemachus & Eucharis, 1818)II
Pelo sacro trabalho inebriado,
Pôs-se a louvar a sua perfeita.
- Como és bela e formosa.
Tuas negras mechas pendem
Qual cachos d´uva maduros,
Prontos para serem colhidos.
E tornarem-se do Baco elixir.
Teu olhar brilhante é o aljôfar
Que repousa no seio da terra.
É o hipnótico canto das sereias.
Tua tez macia, como a lã da ovelha,
Possui a quentura d´areia do deserto.
Teus seios, último fruto da macieira,
São os vales escarpados que nos cercam.
Teus lábios, fontes nunca escassas,
Rubros como o pecado de Adão,
Vertem caudalosamente a Infusão da Longa Vida.
Não macules a alvura da tua face
Com o róseo do envergonhar.
Porque não hei mentira no meu cântico,
O Perfeito, por este erro, não poderá me culpar.
Pôs-se a louvar a sua perfeita.
- Como és bela e formosa.
Tuas negras mechas pendem
Qual cachos d´uva maduros,
Prontos para serem colhidos.
E tornarem-se do Baco elixir.
Teu olhar brilhante é o aljôfar
Que repousa no seio da terra.
É o hipnótico canto das sereias.
Tua tez macia, como a lã da ovelha,
Possui a quentura d´areia do deserto.
Teus seios, último fruto da macieira,
São os vales escarpados que nos cercam.
Teus lábios, fontes nunca escassas,
Rubros como o pecado de Adão,
Vertem caudalosamente a Infusão da Longa Vida.
Não macules a alvura da tua face
Com o róseo do envergonhar.
Porque não hei mentira no meu cântico,
O Perfeito, por este erro, não poderá me culpar.
